sábado, 14 de agosto de 2010
Corpolhares
domingo, 20 de junho de 2010
Ayrson Heráclito - Poético
<strong>Dia 21/06 é aniversário de uma das pessoas mais queridas/talentosas e sábias que a Bahia tem, registro aqui minha homenagem que compartilhei com o blog:http://queilarte.blogspot.com/2010/03/ayrson-heraclito-um-mano-qualquer.html.
Não tenho palavras para descrever o seu trabalho, uma inspiração para meu fazer artístico.
Ayrson Heráclito - um mano qualquer
Orgânico, controverso, poético, destemido, mas sobretudo simples, catingueiro e ao mesmo tempo freudiano - esse é meu amigo de longos tempos, de longos papos, das pedrinhas e prá nao dizer que nao falei das flores - Ayrson Heráclito, para o mundo e Freud prá mim.
Freud é um desses seres que impressiona, que encanta, que contagia; tanto pela sensibilidade, inteligência, veia artística e sobretudo, pela doçura beija-flor: aquele passarinho pequeno mas extremamente forte e veloz.
Só agora recente é que reencontrei essa figura e fiquei a par de suas peripécias artística-culturais, daí a vontade de propagar essa luz para os confins do meu mundinho virtual.
Artista Visual , pesquisador e curador. Suas obras, que transitam pela instalação, fotografia, audiovisual e performance, lidam com frequência com elementos da cultura afro-brasileira e já foram apresentadas em mostras nacionais e internacionais: Bienais,Salões, Exposições individuais, e festivais de arte eletrônicas, como a 3 Bienal do Mercosul ( Porto Alegre)2001, Design 21 (Nova York) 2001 e o MIP2 - Manifestação Internacional de Performance (Belo Horizonte) 2009. possui obras em acervos no Museum der Weltkulturen Franfurt na Alemanha, no Museu de Arte Moderna da Bahia, no Videobrasil e em diversas coleções particulares.
Imerso no orgânico, Ayrson vem se lambuzando de açucar com afeto, de tabaco e alforria, sempre preocupado com as raízes negras, brancas, verdes, amarelas, sem cor ou de cor qualquer, ou de cor da terra esquecida nos murais hipócritas dos homens.
Esse é uma pequena mostra desse universo Heráclito- freudiano que é ao mesmo tempo doce, melado, salgado, gostoso, erótico e bonito de se ver.
Obrigada amigo por aparecer na minha vida mais uma vez.
Prá saber mais: http://www.ayrsonheraclito.blogspot.com/
http://artenacara.blogspot.com/2008/05/ayrson-herclito-um-mestre.html
sábado, 24 de abril de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
De olho no MUNDO - Ar para todos os artistas!



Caminhando entre os blogs, encontrei esse depoimento sobre o Evento Oxigênio que aconteceu em São Paulo.
Como gostaria de ter estado lá!
de qualquer forma segue uma participação muito especial que bloguei aqui!
Núcleo no Oxigenio:
O Nucleo do Dirceu no Oxigenio organizado pela Projecta em parceria com o Desaba de Sao Paulo. O Oxigenio é uma serie de 6 encontros, onde relatos, proposicoes, questoes e diagnosticos sao trazidos para compartilhamento de um grupo de pessoas, coreografos, jovens e experientes interpretes, produtores, teoricos, professores, gestores, fotografos e pesquisadores em danca.
Fui convidado para (de alguma forma) apresentar o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Nucleo do Dirceu em Teresina, numa edicao focada em producoes acontecendo fora do eixo, dos centros de producao do pais. Esse encontro sendo o ultimo da serie, alem de propor a minha fala e a de Gal Martins do Projeto de danca da periferia Capao Redondo de Sao Paulo, propunha uma palavra-final-diagnostico do consultor no planejamento e gestao de acoes culturais Andre Fonseca e da critica do Estadao Helena Katz.
O Nucleo tem muita estoria pra contar desses 4 ultimos anos de feitos e reviravoltas, atuando aos trancos e barrancos num formato adaptavel aas situações geradas pelo proprio trabalho dentro de um contexto especifico. Nao e’ dificil fazer esse historico de estrategias e acontecimentos e tentar explicar a forma de organizacao e funcionamento (e as precariedades nessas formas) em 20 minutos. E eu tenho que confessar que me surpreendo com a quantidade de coisas, e nao necessariamente as colocadas na otica do “realizadas” , nao apenas a lista de exitos, mas a profusao de acontecimentos que derivam de um fazer artistico e que afetam o comum coletivo, a sociedade, o cotidiano das pessoas, os conceitos, as eticas e as tantas esteticas que nos rodeiam e que sao a formatacao de nossos mundos pessoais.
Andre Fonseca nos indaga incisivo ao final de sua fala: O que voces estao fazendo em Danca? E para quem estao fazendo? A pergunta fica no ar como a que nao quer calar. Helena Katz recebe a fala e nos aponta o perigo de mais dinheiro atraves de editais e menos responsabilidade total com o que estamos fazendo. Fala de desvincular nossos discursos do simplesmente querer, pedir, exigir para uma compreensao maior do que fazemos e queremos, para reforcar nossa potencia dentro do sistema politico-social atual.
A metafora de uma barraca de feira foi trazida para se discutir outras formas de sustentabilidade. Uma barraca de feira dentro dos dispositivos do poder, para atuar diretamente onde tem voz. Thelma Bonavita se colocou como achando “cafona” depender do poder publico para se pensar em continuar existindo, dizendo que o poder publico financia mas manda junto criterios que determinam a producao, que a institucionalizam de alguma forma.
Fica clarissimo a necessidade e a importancia desses encontros, e o Desaba acerta contundentemente em propor esse ar para nossos pulmoes, essa dose de energia gratuita e compartilhavel por todos, de uma maneira que chega a produzir a materia mesmo de nossas dancas, o destilar de uma subjetividade afetavel, que afeta, que se deixa ser afetada. O encontro acaba em longas palmas que ressoam com uma vibracao de excitacao latente, uma vontade de fazer algo acontecer, de encarar as possibilidades, na compreensao de que estamos juntos, de que somos muitos e definitivamente precisamos agir.Marcelo Evelin > Fotos > Renato Paschoaleto
Fonte:http://www.nucleododirceu.com/
domingo, 20 de dezembro de 2009
OBSERVANDO E SENDO OBSERVADA




AINDA COMO OBSERVADOR NA EXPERIÊNCIA APRESENTO ESSA PERFORMANCE QUE TIVE O PRAZER DE ASSISTIR E...............OBSERVAR, REFLETIR E ME EMOCIONAR.....
"Corpo é imagem em fluxo no tempo.
Todavia, o corpo não é apenas imagem em movimento. (...) corpo e imagem não se descolam".
Adriana Machado
Bori performance-art: oferenda à cabeça
O trabalho é compreendido como um ritual poeticamente inspirado na prática de ofertar comidas para a cabeça em cerimônias religiosas de matriz afro-brasileira. Bori: da fusão bó, que em ioruba significa oferenda, com ori, que quer dizer cabeça, literalmente traduzido significa “Oferenda à Cabeça”. A ação consiste em oferecer comidas sacrificais a cabeça de doze performance, sendo estes representações vocativas e iconográficas dos doze principais orixás do candomblé. Dar comida para a cabeça é nutrir a nossa alma. Alimentar a cabeça com comidas para os deuses é evocar proteção. Todos os elementos que constituem a oferenda à cabeça exprimem desejos comuns a todas as pessoas: paz, tranqüilidade, saúde, prosperidade, riqueza, boa sorte, amor, longevidade.
Cada pessoa, antes de nascer escolhe o seu ori, o seu princípio individual, a sua cabeça. Ele revela que cada ser humano é único, tendo escolhido suas próprias potencialidades. Odu é o caminho pelo qual se chega à plena realização de orí, portanto não se pode cobiçar as conquistas do outro. Cada um, como ensina Orunmilá – Ifá deve ser grande em seu próprio caminho, pois, embora se escolha o ori antes de nascer na Terra, os caminhos vão sendo traçados ao longo da vida.
AYRSON HERÁCLITO
Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor do quadro permanente do Centro de Artes, Humanidades e Letras na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Artista Visual , pesquisador e curador
sábado, 21 de novembro de 2009
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